Grafismos: a escrita de um povo

Sou Jaime Trindade, artista plástico de Embu das Artes, e boa parte do meu trabalho nasce de um encontro: o retrato a óleo e os grafismos dos povos originários do Brasil. Quando apresentei a obra Grafismos da Alma no meu canal, tentei explicar o que sinto diante desses padrões. Pra mim, cada linha, cada círculo, cada traço geométrico é uma forma de escrita, um jeito que um povo encontrou de registrar quem é. O significado atravessa gerações e chega até a tela. Assista ao vídeo dessa obra no YouTube.

O vermelho do urucum

Fiz um retrato em óleo sobre tela de 100x80 cm em parceria com Lylandra Trindade. A ideia ali era simples de explicar e difícil de executar: buscar a alma, a beleza e a profundidade dos povos originários numa única pincelada de cada vez. O vermelho vibrante do urucum e os grafismos tradicionais ganham vida nessa tela, e quem olha de perto sente uma conexão com raízes que vêm de muito antes de nós. Foi um trabalho que pediu paciência com os detalhes, com a textura da pele e com a luz no rosto. Veja essa tela em detalhe no Instagram.

O urucum voltou num outro retrato, o de uma jovem indígena com um olhar que atravessa quem observa, como se ela enxergasse além do horizonte. Também é óleo sobre tela, 100x80 cm. Pra mim, as marcas de urucum nas bochechas carregam identidade e cultura, muito além do que aparentam à primeira vista. Esse retrato está aqui no Instagram.

Listras que dizem quem ela é

Pintei também uma criança com listras vermelhas no rosto, óleo sobre tela, 100x80 cm. Aquelas listras carregam pertencimento: marcam quem ela é e de onde ela vem. Pintar esse olhar foi um gesto de respeito e carinho pelos povos que guardam a alma desta terra. Veja esse momento no Instagram.

Grafismos em formato intimista

Pintei ainda um retrato de 50x50 cm em óleo sobre tela, num formato mais intimista. Ali eu queria destacar a expressão marcante, os tons de pele e a simplicidade dos grafismos tradicionais, sem muito mais ao redor. A obra está disponível, e gravei o processo inteiro como um speed paint no meu canal: assista à pintura do 50x50 no YouTube. O post original está aqui no Instagram.

Um resumo das telas deste capítulo:

  • Retrato com urucum e grafismos tradicionais: óleo sobre tela, 100x80 cm
  • Jovem com marcas de urucum nas bochechas: óleo sobre tela, 100x80 cm
  • Criança das listras vermelhas: óleo sobre tela, 100x80 cm
  • Retrato com grafismos tradicionais: óleo sobre tela, 50x50 cm (disponível)

Esses grafismos também já ganharam parede de pinacoteca. Em 2026 participei da 2ª edição da exposição Povos da Terra, na Pinacoteca Municipal de Mauá, e a Folha de Mauá, jornal da cidade, citou minhas telas na cobertura da mostra. Ver essa escrita tratada como expressão de identidade, saber e permanência, numa exposição inteira dedicada a ela, me confirmou o que sinto a cada pincelada.

Se você já passou por outros retratos indígenas meus aqui no blog, vai reconhecer esse fio entre as telas: uma puxa a outra. Tem mais relatos como esse no blog, e acompanho o processo de cada tela no Instagram e no YouTube.

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