Retrato indígena é o centro do que eu faço. Sou Jaime Trindade, artista plástico de Embu das Artes, e quando coloco um rosto indígena na tela busco presença: aquilo que fica por trás da semelhança. Cada pincelada carrega um pedaço de história, de identidade, um fio que liga a tela às raízes desse povo aqui no Brasil.
Do branco da tela ao olhar que devolve o seu
Teve um retrato de 80x100 cm, em acrílica sobre tela, que trabalhei pensando em transmitir força e serenidade: as cores vibrantes, a luz certa e, principalmente, a expressividade do olhar, que pra mim é o que sustenta um retrato indígena. Filmei o processo inteiro. Dá pra ver esse retrato nascendo no Instagram ou assistir com calma no meu canal, no vídeo Do Branco à Vida: Retrato Indígena em Acrílica.
Imersão em cada detalhe
Numa outra tela, uma acrílica de 150x100 cm, queria que cada detalhe carregasse o orgulho e a força que eu via naquele rosto. Chamo esse tipo de processo de imersão, porque é literalmente isso que acontece no ateliê: o mundo lá fora some e sobra só o rosto na tela, pedindo verdade. Acompanhe essa imersão aqui.
Vivi um mergulho parecido numa pintura a óleo de 70 cm, em tela redonda, retratando o povo Yanomami, feita em parceria com a talentosa lylandratrindade.arte. Ali não tem traço solto: cada detalhe carrega uma história por trás dele. Formatos diferentes, o mesmo compromisso com quem está sendo retratado. Veja o processo dessa tela no Instagram.
Por que eu pinto essas histórias
Teve um dia em que terminei um quadro na loja, uma acrílica sobre tela de 100x80 cm, e resumi ali o que me move: pintar os povos originários é o jeito que encontrei de agradecer às raízes que sustentam esse país. Cada retrato é um agradecimento, um registro, um convite pra olhar com mais respeito pra quem estava aqui primeiro. Esse momento está registrado aqui.
Essas histórias também têm saído do ateliê. Em 2026 minhas telas fizeram parte da 2ª edição da exposição Povos da Terra, na Pinacoteca Municipal de Mauá, e a Folha de Mauá, jornal da cidade, citou meus quadros na cobertura da mostra.
O olhar é sempre o ponto de partida de um retrato indígena, mas ele não vem sozinho. Os grafismos que uso em outras telas fazem parte da mesma busca: contar a identidade de um povo através da pintura. É a mesma pesquisa, só muda o caminho que eu escolho pra chegar lá.
Obras disponíveis e encomendas: me chame no WhatsApp. E quando quiser escolher a sua, veja as obras disponíveis na loja. Quer uma obra só sua? Conheça os trabalhos personalizados.
Quer ver mais desse universo? Tem outros textos sobre grafismos indígenas e o trabalho com o olhar aqui no blog, e eu mostro o processo de cada tela, sem cortes, no Instagram e no YouTube.
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